Adoecimento Docente e da Juventude: realidade que precisa ser enfrentada


Nos últimos anos, o adoecimento docente, de Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) e alunos tem tido significativo aumento nas Instituições de Ensino. Particularmente, observa-se alarmante acréscimo de casos de afastamento de servidores/desligamento de alunos motivados por adoecimento psíquico e também os casos de auto extermínio, nos trazem um alerta para a necessidade de discussão, prevenção e de medidas urgentes para a amenização do problema.
Condições de trabalho – excesso de tarefas, pressão por capacitação profissional e o produtivismo, falta de apoio institucional e de docentes/TAEs em número necessário, o isolamento do professor, assédios – o fato de sermos formadores de sujeitos e a responsabilidade advinda desse processo, são alguns dos fatores que incidem de maneira direta na saúde das/dos docentes. Soma-se a esses, uma desvalorização gradual do papel do professor, o que afeta a prática profissional e a auto-estima. Muitos desses elementos de pressão são fruto de uma reconfiguração do mundo do trabalho que transfere ao docente a responsabilidade por cobrir lacunas existentes na instituição, além de cobranças cada vez mais rígidas, produtivistas e quantitativas de avaliação profissional, a exemplo dos Planos Individuais de Trabalho (PITs).
O adoecimento também atinge discentes e TAEs. O aumento de casos de evasão e afastamento de cursos e a triste incidência de auto extermínio da nossa juventude, 4ª maior causa de mortes no Brasil, alerta para a necessidade de revisão de currículos e métodos de ensino, além de ampla discussão na sociedade sobre as cobranças, falta de perspectiva e representações negativas que incidem sobre os jovens. Essa pungente realidade também afeta outras faixas etárias e grupos, adultos e em particular idosos e indígenas. [1]
Nesse cenário, deve-se empreender todos os esforços e ações unitárias entre Sindicatos de Professores, Técnicos Administrativos e do Movimento Estudantil dentro das instituições de ensino. Palestras e rodas de conversa, publicação de material informativo, divulgação e criação de grupos de apoio e extensão, atividades de integração e lazer para a comunidade acadêmica são propostas objetivas que impactam num ambiente mais propício para tentar amenizar os problemas de saúde da comunidade acadêmica. Acrescenta-se ainda a necessidade de integrar comissões internas e cobrar das administrações das IEs, a criação de mecanismos de prevenção, de melhores condições de trabalho e cumprimento da LEI 8112/90, que em seu Artigo 230 trata da saúde do servidor público. O Andes-SN deve criar um Grupo de Trabalho de Saúde Docente no âmbito do Sindicato Nacional e atuar em comissões e junto às seções sindicais.
o Fórum Renova Andes, entende que é também responsabilidade do sindicato de professores executar ações objetivas e urgentes na prevenção e enfrentamento dos problemas de saúde da comunidade universitária, em especial de professores.

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