Fazer um verdadeiro balanço da filiação à CSP-Conlutas

Nesses quase dois anos de luta do povo brasileiro contra o golpe, foi notável o aprofundamento do isolamento de nosso sindicato em relação às principais organizações dos trabalhadores, da juventude, do movimento popular, de luta pela terra e por moradia.

O curso de isolamento do Andes-SN, a esdrúxula prática de escolher de antemão os aliados em ações comuns, exclusivizando o que a atual direção classifica arbitrariamente como “classistas”, a extrema resistências às ações unitárias têm uma origem, a filiação à CSP-Conlutas. Foi o que se viu, por exemplo, da resistência extrema de nossa diretoria em aderir ao 15 de março de 2017 (15M), adesão que exigiu um debate exaustivo no Congresso de Cuiabá.

Esta organização, no momento decisivo da luta de classes, acabou por fazer o papel de flanco esquerdo do golpe no Brasil. Considerando a deposição de Dilma pelo golpismo como positivo, comemorou na linha de “a primeira já foi”. Mas nem a violenta ofensiva contra os direitos parece fazer a CSP-Conlutas mudar de opinião. Em seu último congresso, reafirmou a negação do golpe e inscreveu entre suas bandeiras a derrubada do Governo Maduro na Venezuela. Do sectarismo, esta organização passa diretamente à colaboração com o imperialismo. Senão vejamos, segundo matéria do site da CSP-Conlutas, apresentando as resoluções,

Herbert Claros, que apresentou a proposta, ressaltou que isso não significa uma “onda reacionária”, mas é o capitalismo em sua face “nua e crua” (…) HEBERT TAMBÉM REFUTOU A IDEIA DE “GOLPES” CONTRA OS GOVERNOS DE CONCILIAÇÃO DE CLASSE, COMO NO BRASIL. ESSES GOVERNOS APLICARAM A POLÍTICA DO IMPERIALISMO, DISSE. (Destaques nossos).

Sobre a Venezuela, o site da CSP-Conlutas diz que “a resolução defende que a CSP-Conlutas se posicione CONTRA O GOVERNO DE NICOLÁS MADURO, a direita organizada na MUD e o imperialismo, responsáveis pelos ataques e miséria impostos ao povo venezuelano”. (Destaques nossos). Como se vê, se repete em relação à Venezuela a tentativa de igualar todos, mas propondo concretamente a queda de Maduro, já que a direita (MUD) não está no governo.

Não é razoável que o Andes-SN, uma das pilastras da CSP-Conlutas, siga sustentando, sem balanço nenhum, esta organização. É necessário que este Congresso do nosso sindicato abra um verdadeiro debate acerca desta filiação.

Tal decisão já foi tomada em congresso anterior e, inclusive, um CONADS sobre o tema foi convocado. Contudo, nem a discussão foi impulsionada na base e nem o CONAD convocado abordou a questão.

É hora de um debate democrático, amplo e sem preconceito sobre a temática!

TR – O 37º Congresso do ANDES-SN decide abrir em todas as seções um amplo debate de balanço da filiação do sindicato à CSP-Conlutas, que culminará num CONAD extraordinário destinado exclusivamente a este debate, com vistas a decidir sobre esta filiação no próximo Congresso.

*****

Tese apresentada ao Tema II – Políticas Sociais e Plano Geral de Lutas

Assinam

ADELAIDE ALVES DIAS (UFPB), ADRIANA LOURENÇO (UFAL), AILTON COTRIM PRATES (UFAL), AILTON SILVA GALVÃO (UFAL), ANA MARIA VERGNE DE MORAIS OLIVEIRA (UFAL), ANTONIO EDUARDO ALVES DE OLIVEIRA (UFRB), ANTÔNIO JOAQUIM RODRIGUES FEITOSA (UFPB), BÁRBARA INÊS RIBEIRO SIMÕES DAIBERT (APESJF), CARLOS EDUARDO MULLER (UFAL), CAROLINA NOZELLA GAMA(UFAL), CÁSSIA HACK (UFAP), CELI NELZA ZULKE TAFFAREL (UFBA), DAILTON LACERDA (UFPB), DOMINGOS SÁVIO CORRÊA (UFAL), ELISA GUARANÁ DE CASTRO (ADUR), EMMANOEL LIMA (URCA), ERON PIMENTEL (UFPE), EUDES BAIMA (UECE) EVERTON LAZZARETTI PICOLOTTO (UFSM), FÁBIO VENTURINI (UNIFESP), FATIMA APARECIDA SILVA (APUR), FALCÃO VASCONCELLOS LUIZ GONZAGA (UFU), FLÁVIO DANTAS (UFERPE), FLÁVIO FURTADO DE FARIAS (UFPI), FELIPO BACANI (UFOP), FREDERICO COSTA (UECE), HÉLCIO JOSÉ BATISTA (UFERPE), GISELLE MOREIRA (APESJF – UFJF), HELDER MOLINA (UERJ), JOELMA ALBUQUERQUE (UFAL), JOSÉ TARCÍSIO LIMA (UFLA), JULIO CESAR COSTA CAMPOS (UFV), KARINA CORDEIRO (APUR), KÁTIA LIMA (URCA), IRAILDE CORREIA DE SOUZA OLIVEIRA (UFAL), JAILTON DE SOUZA LIRA (UFAL), LENI HACK (UNEMAT ), LISLEANDRA MACHADO (APESJF), LORI HACK DE JESUS (UNEMAT), LUIZ EDUARDO SIMÕES DE PAULA (UFMA), LUIZ FERNANDO ROJO (UFF), MANOEL PEREIRA DE ANDRADE (UNB), MÁRCIA MORSCHBACHER (UFSM), MARCO ANTONIO ACCO (UFPB), MARIA APARECIDA BATISTA DE OLIVEIRA (UFAL), MARIA DE LOURDES ROCHA LIMA NUNES (UFPI), MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS (UFPI ), MARIA DO SOCORRO MENEZES DANTAS (UFAL), MARIA LENÚCIA MOURA (UECE), MAIRTON CELESTINO DA SILVA (UFPI), MELINA SILVA ALVES (UFPB), NAYARA SEVERO (ADUSC), ONETE LOPES (UFF), PAULO HUMBERTO MOREIRA NUNES (UFPI ), ROGÉRIO AÑEZ (UNEMAT ), SARAH MUNCK VIEIRA (APESJF), SÉRGIO MURILO RIBEIRO CHAVES (UFPB), SILVINA CARRIZO (APESJF), SIMONE CERQUEIRA PEREIRA CRUZ (UFBA), TARCÍSIO CORDEIRO (UFRB), TIAGO NICOLA LAVOURA (UESC)

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